• Primeira-Dama do Gabão impressionada com acervo do Museu da Moeda


    O Museu da Moeda, em Luanda, foi considerado um lugar rico em descobertas e muito bem conservado, que possui uma grande riqueza histórica.

    Esta observação foi registada no livro de honra da instituição, pela Primeira-Dama do Gabão, Zita Nguema, esta quarta-feira, 6 de Maio, no final da visita efectuada em companhia da Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço, ao espaço que alberga o maior acervo sobre a evolução da moeda no país.

    Durante a sua passagem pelo museu, a Primeira-Dama gabonesa classificou a experiência “histórica e enriquecedora”, referindo que o momento decorreu “num ambiente esplêndido” e “marca de forma honrosa” a sua estadia em Angola, por ocasião do visita a Angola do Chefe de Estado gabonês.

    À chegada, as duas entidades foram recebidas pela vice-governadora do Banco Nacional de Angola, Maria Juliana de Fontes Pereira.

    Já no interior do museu, visitaram a exposição que retrata a evolução dos meios de troca em Angola, desde o zimbo ao kwanza, passando pelo sal, cobre e sisal, incluindo moedas como o rei, o angolar e o escudo.
    As explicações estiveram a cargo do sub-director do museu, Bruno Alves, que apresentou as colecções numismáticas e notafílicas, complementadas por artefactos e recursos audiovisuais.

    No auditório da instituição, as visitantes assistiram a uma apresentação da Orquestra Nacional de Angola (ONA), que interpretou temas do cancioneiro nacional, como “País Novo”, de Matias Damásio, “Ntoyo”, de Teta Lando, e “Filhas de África”, do grupo Gingas do Maculusso, sob orientação do aspirante a maestro Brito Cassongo.

    No mesmo dia, as Primeiras-Damas visitaram a exposição “Caminhos de Fogo, Horizontes de Paz”, patente no Museu Nacional de História Militar.
    Neste lugar histórico, foram recebidas pelo director-geral da instituição, coronel Domingos Boca, para uma visita guiada pelo tenente-coronel Fernando Mateus, à exposição moderna, com recurso à tecnologia audiovisual, que retrata os conflitos armados vividos em Angola no período entre 1975 e 2002.

    Antes de deixar o acervo, Zita Nguema assinou o livro de memórias.
    O programa desta quarta-feira das duas Primeiras-Damas incluiu ainda um encontro com membros da Rede Africana de Adolescentes e Jovens em População e Desenvolvimento (AFRIYAN), no município do Rangel.

    A actividade contou também com a presença da ministra da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, Ana Paula do Sacramento Neto.

    A AFRIYAN, presente em Angola há mais de cinco anos, desenvolve iniciativas ligadas à produção de pensos reutilizáveis para meninas das comunidades, à advocacia em saúde sexual e reprodutiva e a acções contra a violência de género.

    Segundo a assistente de programa, Domingas Maneco, mais de 20 mil jovens já foram beneficiados no quadro das campanhas realizadas em comunidades, escolas, hospitais e mercados.

    A organização está igualmente presente em países como Moçambique, Zimbabwe, Tanzânia e África do Sul.