DECLARAÇÕES À IMPRENSA DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA
“ Bom dia a todos!
Este parque de ciência e tecnologia constitui um ponto de encontro perfeito entre a academia, a investigação e o desenvolvimento com as empresas e com os jovens que pretendem ou estejam já a desenvolver as suas pequenas startups.
É um centro que chega no momento certo, porquanto entendemos que um país que se queira desenvolver tem que prestar atenção à ciência e à tecnologia. Os jovens e as empresas, no fundo, acabarão por ser os principais beneficiários deste parque de ciência e tecnologia.
A exemplo do que já vem acontecendo com o sector da saúde - onde o Executivo angolano tem vindo, nos últimos anos, a fazer grandes investimentos, não apenas em infra-estruturas, como também na formação e admissão de pessoal -, o Executivo angolano decidiu fazer o mesmo em relação não só à educação, que é a base, como também em relação ao ensino superior.
Estamos já a fazer importantes investimentos em infra-estruturas para servir o ensino superior. O número é tão grande que, se me permitirem, vou recorrer, àquilo que eu às vezes, na brincadeira, chamo “minha cábula”.
Portanto, estamos aqui neste parque de ciência e tecnologia, que está pronto.
Em termos do Campus Universitário da Universidade António Agostinho Neto, visitei há dias aquilo que virá a ser, ainda no próximo ano, o Hospital Universitário.
O país ficou muitos anos sem ter um hospital universitário. Naquele mesmo espaço do campus universitário, vão nascer as infra-estruturas do Instituto de Ciências da Saúde, as faculdades de Medicina, portanto, as infra-estruturas da Faculdade de Medicina, da Faculdade de Engenharia, do Desporto e das Humanidades.
Vamos - já fora deste campus, falando do país - no Namíbe construir a terceira fase da Universidade do Namíbe. E vamos construir em vários pontos do país - quando digo vamos, alguns deles já estão sendo construídos - institutos superiores polititécnicos, nomeadamente em Ondjiva, capital do Cunene; no Soyo, província do Zaire; no Luena, Moxico; no Cuito, na província do Bié; em Ndalatanto, Cuanza Norte; e no Sumbe, Cuanza Sul.
Vamos, igualmente, reabilitar as faculdades de Economia e de Ciências da Universidade Agostinho Neto, mais uma vez. Vamos construir as infra-estruturas da Universidade Rainha Jinga, da Universidade 11 de Novembro, da Universidade Katiavala Buila, na Baía Farta, província de Benguela, e do ISCED de Benguela, município da Baía Farta.
Tudo isso quanto eu disse, até agora, são infra-estruturas que já estão em construção ou as obras vão arrancar ainda no decorrer do presente ano de 2026.
Vou citar, em seguida, empreitadas de construção de infra-estruturas que não tiveram início, porque estamos na fase de mobilização do financiamento: ISCED do Huambo, o ISCED do Lubango, o ISCED do Uíge, a Universidade José Eduardo dos Santos, a Universidade Mandume Ya Ndemufayo, no Cunene; a Universidade do Cuito Cuanavale, na província do Cubango e, finalmente, a Universidade Kimpa Vita [no Uíge].
Todos esses citados ultimamente, começando pelo ISCED do Huambo, são infra-estruturas que vão ser construídas. Portanto as decisões estão tomadas, mas que estão na fase de mobilização do financiamento para a execução das obras. É evidente que o investimento não pode ser feito apenas na construção de infra-estruturas. O sector do Ensino Superior tem que acompanhar estes projectos com a formação do homem e lançar concursos públicos para admissão de pessoal que vai pôr em funcionamento, nos próximos anos, todas essas infra-estruturas, num número bastante grande, quer aquelas que já estão em construção, quer as últimas que eu anunciei, mas para as quais estamos atrás do financiamento.